sexta-feira, 1 de abril de 2011

A lenda do preguiçoso


Diz que era uma vez um homem que era o mais preguiçoso que já se viu debaixo do céu e acima da terra. Ao nascer nem chorou, e se pudesse falar teria dito:
"Choro não. Depois eu choro".
Também a culpa não era do pobre. Foi o pai que fez pouco caso quando a parteira ralhou com ele: "Não cruze as pernas, moço. Não presta! Atrasa o menino pra nascer e ele pode crescer na preguiça, manhoso".
E a sina se cumpriu. Cresceu o menino na maior preguiça e fastio. Nada de roça, nada de lida, tanto que um dia o moço se viu sozinho no pequeno sítio da família onde já não se plantava nada. O mato foi crescendo em volta da casa e ele já não tinha o que comer. Vai então que ele chama o vizinho, que era também seu compadre, e pede pra ser enterrado ainda vivo. O outro, no começo, não queria atender ao estranho pedido, mas quando se lembrou de que negar favor e desejo de compadre dá sete anos de azar...
E lá se foi o cortejo. Ia carregado por alguns poucos, nos braços de Josefina, sua rede de estimação. Quando passou diante da casa do fazendeiro mais rico da cidade, este tirou o chapéu, em sinal de respeito, e perguntou:
"Quem é que vai aí? Que Deus o tenha!"
"Deus não tem ainda não, moço.
Tá vivo."
E quando o fazendeiro soube que era porque não tinha mais o que comer, ofereceu dez sacas de arroz. O preguiçoso levantou a aba do chapéu e ainda da rede cochichou no ouvido do homem:
"Moço, esse seu arroz tá escolhidinho, limpinho e fritinho?"
"Tá não."
"Então toque o enterro, pessoal."
E é por isso que se diz que é preciso prestar atenção nas crendices e superstições da ciência popular.
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Plano de aula

Cultura popular: aulas ricas o ano todo
Agosto é o mês dedicado ao folclore. Chame a família dos alunos e a comunidade para participar das pesquisas sobre esse tema tão rico. Afinal, é exatamente assim que a cultura popular se alimenta: das lembranças coletivas, da oralidade, da transmissão de rezas, simpatias, receitas e histórias. Outro exemplo da riqueza cultural do nosso povo são as superstições, como a citada no conto A Lenda do Preguiçoso, de Giba Pedroza, de São Paulo: se o pai cruza as pernas quando o filho nasce, a criança pode ficar "manhosa"!
A cultura popular deve estar entranhada no cotidiano escolar, como um tema transversal. Se isso ainda não é realidade para sua classe, inclua no planejamento atividades com parlendas, quadrinhas e ditados populares. Confira, a seguir, como utilizar o texto em classe. O plano de aula, para turmas de 3ª e 4ª séries, foi criado por Célia Regina Pereira do Nascimento, coordenadora da sala de leitura da Escola da Vila, em São Paulo.

Material necessário
 uma caixa grande de papelão para montar um baú;
 tintas ou papéis coloridos;
 papéis para anotação das pesquisas e das quadrinhas;
 grampeador;
 fitas de cetim coloridas ou linha e agulha para bordar;
 aparelho de som para tocar CDs ou fitas cassete.

Objetivos
Identificar elementos da cultura popular presentes no cotidiano de todos, dar significado e valor a esses elementos compreendendo suas características, suas conexões com o conhecimento escolar e suas formas de transmissão informais, estabelecer diálogos com pessoas de outras faixas etárias e outros grupos sociais, compreender como os pais, os avós e outros adultos da comunidade são sujeitos de transmissão da cultura popular e aplicar procedimentos de pesquisa de campo.

Um dedo de prosa
Que tal começar o trabalho convidando as crianças para uma conversa ao redor de uma fogueira imaginária? Leia para a turma A Lenda do Preguiçoso e explique que a narrativa foi escrita por um contador de histórias.
Peça que a turma pense sobre como as histórias, antigamente, eram transmitidas de geração a geração apenas de forma oral.
Pergunte: Quantas superstições estão presentes no conto de Giba Pedroza? Quantos personagens e objetos populares aparecem? E cenas do cotidiano? Cuidado para não fazer uma análise prévia do texto.
Agora, proponha que as crianças recuperem, com os pais ou avós, uma história real relativa ao universo familiar que envolva uma superstição?
Depois sugira que elas dramatizem A Lenda do Preguiçoso ou a recontem de outras maneiras.

O Baú da Sabedoria
Feita essa introdução, proponha a realização de um projeto com uma semana de duração. Logo na segunda-feira lance o Baú de Sabedoria Popular — se a turma preferir, pode batizá-lo com outro nome.
Ajude o grupo a definir o que colocar dentro dele: provérbios, simpatias, superstições, ditados, receitas...
Explique aos pequenos que eles devem realizar a pesquisa como os folcloristas, saindo para coletar dados. As informações obtidas em casa, com parentes e amigos, e na escola, com funcionários e professores, devem ser anotadas antes de ir para o baú.
Só na sexta-feira todos participam da abertura do baú e socializam o que foi recolhido.
O resultado pode ser um mural ou um livro de colagens, com páginas grandes, como se fosse um daqueles almanaques antigos.

Hora de escrever um livro
Agora é o momento de montar um Livro de Ouro de Quadrinhas. Conte que o livro de ouro é o precursor das agendas (ou diários) de estudante, com textos e bilhetes de amigos.
Para a versão aqui proposta, cada aluno deve trazer uma quadrinha popular pesquisada em casa, na memória familiar ou nos livros da biblioteca, devidamente transcrita (com letras grandes e bonitas) numa folha de papel. A página deve ganhar um desenho ou uma borda enfeitada, como nos livros antigos.
Para montar o livro, grampeiam-se as folhas. Os grampos são escondidos por uma fita de cetim. Se possível, perfure e costure o volume com linha de bordar. Ele vai ficar um charme.
O livro pronto pode permanecer na sala de leitura ou na classe, para consulta. A garotada pode ainda fazer um sarau para os colegas menores.

Todos vão soltar a voz
Cantar sempre foi uma das máximas expressões populares dos povos. A garotada pode pesquisar as cantigas que pais e avós cantavam em casa, as músicas mais queridas pela família etc.
O Brasil é um país muito grande e, por isso, as expressões musicais são diferentes em cada região. Se a família da meninada é de diferentes lugares, será fácil pesquisar e selecionar ritmos variados, como forrós no Nordeste ou sambas e chorinhos do Sudeste.
Os alunos podem trazer fitas cassete e CDs com as letras (vá até a banca mais próxima e compre um exemplar de ESCOLA com o CD Músicas Folclóricas 2, que custa só 4,99 reais). Não esqueça: a família também é ótima fonte de pesquisa para esta seqüência.
Para concluir o trabalho, organize um festival de cantigas de roda.


Bibliografia
Antologia do Folclore Brasileiro, Luis da Câmara Cascudo, 352 págs. (vol. 1), 336 págs. (vol. 2), Ed. Global, tel. (11) 3277-799, 49 reais cada um. Armazém do Folclore, Ricardo Azevedo, 128 págs., Ed. Ática, tel. (11) 3346-3000, 17,50 reais. Meu Livro de Folclore, Ricardo Azevedo, 72 págs., Ed. Ática, 17,50 reais

Quer saber mais?
Escola da Vila, R. Alfredo Mendes da Silva, 55, 05525-000, São Paulo, SP, tel. (11) 3751-5255

Fonte: RevistaNova Escola

Ai Deu Sodade

Dia do Índio


Cama de gato é uma brincadeira infantil em que se constrói formas com barbantes presos às mãos.
O jogo cama de gato foi criado por culturas indígenas, mas, hoje, crianças do mundo inteiro jogam.



Como jogar:
Providencie um metro de barbante, una as duas pontas com um nó, convide um amigo e então, decidam quem começa o entrelace com as mãos. Depois que a primeira cama de gato estiver armada, o outro participante tem o desafio de transformá-la em uma nova sem desmontar e assim vai...
Siga as instruções das imagens e tente não se enrolar!





A Lenda de Maní
(Lenda tradicional da Amazônia, recontada por Esperança Alves*)

"Há muito tempo, na Amazônia, em uma tribo indígena, pertencente à ancestral matriz Tupi, a mais bela “ cunhãtã” , filha do cacique, apareceu grávida, misteriosamente. O pai, muito contrariado por sua filha trair os costumes do seu povo, afinal não estava prometida a nenhum jovem guerreiro, quis sacrificá-la à “ Tupã” , mas, foi detido de seu intento, após um sonho. Neste, um homem branco lhe apareceu comunicando a inocência da mãe virgem, escolhida para uma importante missão.
Passadas 09 luas, a mãe deu à luz uma linda menina, muito alva, a quem deu o nome de " Maní ". De início, todos acharam muito estranho a cor diferente de sua pele, mas com o tempo foram se acostumando, se encantando e vendo graça e beleza naquela criança por quem aprenderam a nutrir grande amor e respeito.
Um dia, misteriosamente, “ Maní” morreu sem ter adoecido. A comunidade inteira ficou desolada. A mãe e o avô ficaram muito, muito tristes. O Conselho das mulheres mais velhas orientou e cuidou de enterrá-la no centro da maloca do avô.
Dia e noite a mãe chorava sobre a sepultura de “ Maní” . Depois de certo tempo, para surpresa de todos, do chão brotou uma pequena e desconhecida planta. E o mais espantoso foi mesmo quando a terra se abriu e apareceram grandes e belas raízes. Um a um foi chegando para ver a grande novidade. Com grande apreensão e respeito colheram as raízes, percebendo que, por dentro, elas eram "branquinhas", pelo que imediatamente associaram com o corpo de “ Maní”. Acreditaram ser uma nova manifestação de sua vida. Por isso, deram-lhe o nome de " Maní-oca ", que significa casa ou corpo de “ Maní” , na língua tupi.
A partir de então, nunca mais a população daquela aldeia Tupi passou fome, tornando-se a “ maní-oca”, ou mandioca, seu principal e sagrado alimento.

* Esperança Alves – Educadora, Focalizadora de Danças Sagradas; Pesquisa as Danças, História, Mitologia e Espiritualidade dos Povos; Tem Iniciação em Psicologia, Formação Transdisciplinar-Holística e Curso Básico de Educação em Valores Humanos. Belém /PA.



Criando e Aprendendo com os indígenas

Os indígenas alimentam-se basicamente de caça, pesca, frutas e frutos. Para conseguir seus alimentos, utilizam instrumentos confeccionados na própria natureza. Para que as crianças possam fazer dessa aprendizagem um momento lúdico e vivenciar um pouco dessa experiência, auxilie-as a confeccionar algumas peças com materiais reaproveitáveis, além de dobraduras.

Canoa
Materiais:
cola branca; folhas de papel sulfite; jornal; pregador de roupas; tesoura.


1 - recorte 18 pedaços de jornal com 14 x 16 cm e enrole cada um deles, a partir da lateral diagonal, para formar um canudinho.
2 - cole-os parelamente no centro de um pedaço de sulfite no tamanho de 12 x 21 cm.
3 - torça cada uma das pontas laterais que sobraram da folha de sulfite, vire-as para dentro, cole-as e prenda-as com um pregador de roupas até a cola secar.


 Indígena

Materiais:
barbante;
canetinhas coloridas;
cola branca;
folhas de papel sulfite de várias cores;
furador de papel;
papel pardo;
régua;
rolos de papel higienico vazios;
tesoura.
Confira o passo a passo:
  


Fonte: Revista Projetos Escolares Educação Infantil n.47.

Projeto "Leitura em Família"

Gente olha que projeto interessante!

retirado da net


retirado da net

O Projeto "Leitura em Família" é muito simples de fazer. Monte uma sacolinha da leitura. Esta “Sacolina Mágica” deve conter um livro de história, fantoches dos personagens e um caderno de registro.
Cada aluno levará a sacolinha por um dia. Em casa os pais devem contar a história e registrar sua experiencia no caderno. Os fantoches incrementarão ainda mais esse momento de intereção.
Viu! Coloque em prática essa idéia com seus alunos. O Projeto “Leitura em Família proporciona duas coisas essenciais para o crescimento saudável de nossos alunos: Momentos agradáveis com seus pais e o contato com a literatura. 

Era uma vez... - Mistério da Bicicleta

Rúbia conta Histórias para crianças - A Cobra Arco-íris

Semana da alimentação - A cesta de Dona Maricota

ATIVIDADES SUGERIDAS
• Conversar com a turma: Quais frutas, legumes que comem... 
• Pintura e recorte dos personagens 
• Construir uma cesta e modelar os personagens argila, massa de modelar... 
• Solicitar que levem algumas frutas e verduras, ver tamanho, textura, cor... 
• Fazer alguma culinária.
• fazer uma situação com a caixa surpresa, colocando algumas frutas e legumes para serem identificados através do tato.

PARA DOWNLOAD
No 4Shared: http://www.4shared.com/document/SSMwAE_G/A_CESTA_DE_DONA_MARICOTA.htm 
No Picasa: https://picasaweb.google.com/ProMaureen/ACestaDaDonaMaricota#


Se você quiser trabalhar o texto:

A CESTA DA DONA MARICOTA
Tatiana Belinki

DONA MARICOTA BOA COZINHEIRA
VOLTOU COM A CESTA CHEINHA DA FEIRA
CENOURA, LARANJA, PEPINO, LIMÃO,
BANANA E MILHO, ERVILHA, MAMÃO

MORANGO ESPINAFRE TOMATE E CEBOLA
ALFACE PALMITO, MAÇÃ ESCAROLA
GUARDOU NA DEPENSA E NA GELADEIRA,
DEU UM SUSPIRO UFA! QUE CANSEIRA!
E FOI DESCANSAR

ENTÃO ESSAS VERDURAS,
LEGUMES E FRUTAS,
FRESQUINHAS MADURAS
TODOS ANIMADOS DEPOIS DA VIAGEM
PUSERAM-SE LOGO A CONTAR VANTAGEM

O MILHO FALOU: OLHEM EU SOU MAIS BELO
SOU LOURO, GOSTOSO E TÃO AMARELO!
O BELO SOU EU DECLAROU O TOMATE
NÃO MAIS DO QUE EU! CONTESTOU O ABACATE!

POIS OLHEM PRA MIM PROVOCOU O PALMITO
SOU BRANCO E MACIO EU SOU MAIS BONITO!
ENTÃO A LARANJA FALOU BEM AMÁVEL:
MELHOR QUE BONITA, EU SOU SAUDÁVEL!

E LOGO O ESINAFRE GRITOU: NÃO TEM ERRO!
SOU VERDE E SAUDÁVEL SOU CHEIO DE FERRO
FALOU A CEBOLA: AQUI, ATENÇÃO!!
SAUDÁVEL SOU EU! BOA PRO CORAÇÃO!

E DISSE A ERVILHA: SOU PEQUENINA POR FORA,
MAS POR DENTRO TENHO PROTEÍNA
LOGO O LIMÃO DISSE: QUEM É QUE NÃO VÊ?
TENHO A VITAMINA PRECIOSA - A TAL “C”

MAS NISSO APARECE DONA MARICOTA
E AS FRUTAS GOSTOSAS VIRARAM ...COMPOTA!
E OS BELOS LEGUMES ME TODA A SUA GLÓRIA
VIRARAM SOPÃO E ACABOU- SE A HISTÓRIA!


Veja o vídeo de Lu Martinez no site da IG: 
http://crianca.ig.com.br/ultimosegundinho/noticias/2009/07/22/a+cesta+de+dona+maricota+7419918.html