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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Geografia de Minas Gerais - Resumo

O território de Minas Gerais é constituído de uma grande proporção de terras altas, as que acompanham planaltos e chapadas. Em decorrência, surge um relevo bastante acidentado, com a predominância de significativas elevações.
Do centro para o norte, destaca-se o Maciço do Espinhaço com importantes serras como as do Curral, da Piedade, do Caraça, do Itacolomi, de Ouro Branco, do Itabirito, do Mascate, da Moeda e a do Rola Moça, todas na região denominada Quadrilátero Ferrífero. Mais ao norte, ainda no mesmo Maciço, destacam-se as serras do Cipó e do Itambé. Convém lembrar que o Maciço do Espinhaço termina na Bahia, com o nome de Chapada Diamantina.
Em direção ao sul do Estado, encontra-se o Campo das Vertentes, onde se destacam as serras do Lenheiro e de São José. Fazendo divisa natural entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, está a imponente Serra da Mantiqueira, memória viva da colonização mineira, através da Estrada Real. Numa de suas importantes ramificações, está o Parque Nacional do Itatiaia, na divisa com o Rio de Janeiro, onde se sobressai o Pico das Agulhas Negras, com seus 2.787 metros de altitude. Na divisa entre os três estados, estão o Pico da Gomeira, com 2.068 m, e o dos Três Estados, com 2.665 m. Na divisa com São Paulo, está o Pico Pedra do Selado com altitude de 2.082 metros.
Localizada entre Minas Gerais e Espírito Santo, a Serra do Caparaó é a mais alta do Estado. O destaque está para o surpreendente Pico da Bandeira, com seus 2.890 metros de altitude, seguido pelo Pico do Cristal, com 2.780 m, e pelo Pico do Calçado, com 2.766 m. O Pico da Bandeira é o terceiro mais alto do país, precedido apenas pelo Pico da Neblina, com 3.014 m, e pelo Pico 31 de Março, com 2.992 m, ambos na Serra do Imerí, no Estado do Amazonas.
A sudoeste do Estado, ressalta-se a beleza da Serra da Canastra. Preservando um dos mais ricos ecossistemas de Minas e a nascente do Rio São Francisco, foi implantado ali o Parque Nacional da Serra da Canastra. Mais ao norte, a Serra da Mata da Corda complementa o belo cenário proporcionado pela geografia regional.
Todas essas serras são importantes, tanto historicamente quanto no contexto econômico e turístico. Contudo, não se pode deixar de mencionar a Chapada do Espigão Mestre, à noroeste, na divisa de Minas com Goiás, mesmo que ainda inexplorada turisticamente.
O clima de Minas Gerais pode ser definido como ameno e agradável. Nunca experimenta variações extremas tão comuns em outras regiões do País, nem mesmo nos pontos que sofrem as maiores incidências.
Das secas prolongadas no tropical semi-árido às temperaturas mais baixas no tropical de altitude, passando pelos verões chuvosos do tropical semi-úmido, não sofre alterações significativas que o levem a extremos exagerados.

Clima

Três são os tipos básicos de clima que ocorrem em Minas, conforme a região:
· tropical semi-árido, ao norte;
· tropical semi-úmido, no centro-sul;
· tropical de altitude, nas regiões mais altas.” (Perfil de Minas Gerais 2001)
Dos três tipos de clima, o tropical de altitude, que é o dominante, é o que mais favorece o desenvolvimento turístico no Estado.

Vegetação

Diversos recursos naturais, dentre eles, o clima, o relevo e as bacias hidrográficas são os fatores preponderantes na constituição da variada cobertura vegetal de Minas Gerais.
Esta vegetação pode ser resumida nos seguintes tipos de vegetais:
· floresta úmida costeira, na parte oriental;
· floresta seca, que ocupa uma posição intermediária entre a floresta costeira e as formações arbustivas do interior;
· floresta subtropical mista, que ocorre em determinados trechos elevados da Serra da Mantiqueira;
· cerrado, que reflete um clima quente semi-úmido, com estações seca e chuvosa bem marcadas, apresenta veredas, capões de matas, às vezes densas, tendo como elementos predominantes os arbustos e a vegetação rasteira;
· campo, caracterizado por uma cobertura vegetal pobre, com predomínio da vegetação herbácea em que os arbustos são escassos e as árvores raras e isoladas, é encontrado nos pontos mais elevados das serras da Mantiqueira, Espinhaço e Canastra;
· caatinga, constituindo formações vegetais caracterizadas por plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas.” (Perfil de Minas Gerais 2001)

Hidrografia

Minas Gerais é um estado muito rico em nascentes de água. As grandes bacias hidrográficas do país têm suas origens no território mineiro, como é o caso das bacias do São Francisco, do Paraná e a do Leste.
A bacia do Rio São Francisco tem como principais componentes os rios São Francisco, das Velhas e Paracatu.
A bacia do rio Paraná banha parte do oeste, o Triângulo Mineiro e o Sul de Minas, e é composta das sub-bacias dos rios Paranaíba e Grande.
A bacia do Leste tem várias nascentes em Minas Gerais. Elas dão origem a bacias menores, cujos rios correm nas seguintes direções: para a Bahia, correm os rios São Francisco, Pardo, Jequitinhonha, Buranhém, Jucuruçu, Itanhém / Alcobaça, Mucuri e Peruípe; para o Espírito Santo, correm o Rio Itaúnas - quase na divisa com a Bahia - e os rios São Mateus, Doce e Itapemirim; também no sentido leste, separando o Espírito Santo do Rio de Janeiro, corre o Rio Itabapoana; para o Rio de Janeiro, corre o Paraíba do Sul; e para São Paulo, o Rio Jaguari.
Região Noroeste
A rede hidrográfica que banha a região noroeste de Minas é constituída de afluentes do rio São Francisco, como os rios Paracatu, Urucuia e Pardo, dentre outros que são aproveitados para o transporte fluvial, escoando produtos agrícolas regionais.
Região Norte
No norte do Estado, o rio São Francisco e seus afluentes banham uma região muito seca e pobre. Para piorar a situação, o processo de poluição das suas águas está em níveis alarmantes. Rejeitos de várias áreas urbanas são levados até o Velho Chico, principalmente através do rio das Velhas e do Paraopeba. Mas, já se percebe também nessa região a execução de alguns projetos agropecuários e industriais da Sudene como o cultivo da uva, de frutas tropicais - como a manga e a pinha – e a produção de cana-de-açúcar com seus respectivos alambiques. A Represa de Três Marias, além de produzir energia elétrica, tem proporcionado o desenvolvimento do Turismo em seu entorno, já que suas águas são um convite às atividades náuticas, à pesca e aos esportes aquáticos.
Região Centro-Oeste
Esta região do Estado também possui inúmeras nascentes. O destaque fica para a nascente do rio São Francisco, onde as comunidades regionais e ongs lutam para protegê-la e para amenizar o grau de poluição das águas ao longo do rio. Em Formiga, por exemplo, o Projeto da Codema coordena junto aos presidiários um viveiro de mudas de plantas típicas da região. Lagoa da Prata, por sua vez, desenvolveu um importante projeto para resgatar o ecossistema local. O município foi submetido a um amplo reflorestamento para recompor o desgaste do solo e dos mananciais. Milhares de mudas nativas foram replantadas ali, culminando numa das maiores concentrações de árvores replantadas em um mesmo município.
Região Nordeste
O clima quente e seco do nordeste mineiro, o desmatamento em larga escala e as dragas de garimpos vêm comprometendo o volume de água do histórico rio Jequitinhonha, tanto que seus afluentes chegam a secar nos períodos de estiagem, fazendo desta região uma das mais castigadas e miseráveis do país.
Região Leste
A bacia do Mucuri e a bacia do rio Doce, com suas várzeas úmidas, férteis e de tamanhos significativos, por banharem áreas industriais, também estão afetadas pela poluição e pelo assoreamento. Em decorrência, as comunidades de muitos dos municípios ribeirinhos acabam sendo vítimas das freqüentes inundações. Destaca-se,
Região Sul
Os rios Grande e Sapucaí correm em uma região agroindustrial de planalto ondulado, que faz parte da Serra da Mantiqueira. É a região de Minas que concentra o maior número de circuitos turísticos, a maioria deles voltada para o Ecoturismo e o Turismo Rural. Mas, as chuvas e enchentes também afetam muito as cidades e estradas e comprometem o desenvolvimento do Turismo.
Região Centro-Sul
Nesta região, os rios são de menor porte, afinal, grande parte das nascentes está nas áreas mais montanhosas como o Maciço do Espinhaço, as serras da Moeda, do Cipó e do Caraça. Chamam a atenção, dentre outras, a bacia do rio das Velhas e a do Paraopeba. Grande parte de seus percursos está em áreas industriais e de intensa atividade mineradora. Em conseqüência, as águas estão comprometidas para o abastecimento das áreas urbanas.
Enfim, mesmo com uma natureza tão generosa, o assoreamento, os lixões, a poluição, a falta de consciência da própria população e o descaso do poder público são fatores que interferem muito negativamente na preservação desse imenso potencial hídrico de Minas Gerais.

Recursos Naturais

A origem do nome do Estado está diretamente associada à atividade mineradora, em função dos primeiros núcleos instalados pelos bandeirantes em todo o território. O mais antigo documento que registra o nome Minas Gerais é de 1700, quando o jesuíta Codeo faz, em seu mapa, referência à região do Quadrilátero Ferrífero com o nome Minas Gerais dos Cataguás. Mas, a oficialização do nome se dá por volta de l732, através de uma carta régia.
As descobertas de minerais de alto valor na região das Minas foram significativas desde o final do século XVII, quando o ouro e, um pouco mais tarde, o diamante passam a ser a causa do povoamento do território e da formação de uma sociedade com características muito peculiares, que ainda hoje dão ao povo mineiro uma distinção no cenário nacional.
A busca pelas riquezas minerais, em especial, por ouro e pedras preciosas, ganhou tanta intensidade que se transformou em uma verdadeira corrida, principalmente com a divulgação da lenda da Serra Resplandecente, do Sabarabuçu, onde estariam as cobiçadas esmeraldas.
No século XIX, a exploração das pedras preciosas, as águas minerais, a agropecuária e a produção do café deram novo impulso ao povoamento das demais áreas de Minas Gerais. A indústria do ferro vem contribuir nesse período com a economia da província, tanto que em 1864 já existiam 120 fábricas de artefatos ferro de pequeno porte na região. A fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, em 1876, formando engenheiros geólogos, engenheiros de minas e engenheiros metalúrgicos, muito contribuiu para as descobertas de grandes jazidas de minerais ferrosos, não ferrosos e materiais industriais, e também para a implantação de várias indústrias de transformação não só em Ouro Preto, mas também em cidades como Congonhas, Caeté, Sabará, Itabirito, dentre outras.
Grandiosos são os recursos naturais em variedade e quantidade no solo e subsolo de Minas Gerais. Às pedras preciosas e semipreciosas, bem como às águas minerais e termais, somam-se os minerais metálicos, explorados em larga escala. Na categoria dos não-metálicos, chamam a atenção, o calcário, amianto, caulim, fertilizantes fosfatados, quartzo, mica e grafita. Na dos metálicos, predominam as jazidas dos minérios de ferro, manganês, bauxita, estanho, cromo, níquel, rutilo, zircônio, prata, platina, etc.

Economia

A estrutura econômica atual (2003) do Estado é bastante influenciada pelo setor industrial, responsável por 42,8% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui com cerca de 8,5% e o setor de serviços, com 48,7%.
Esses indicadores caracterizam a grande transformação ocorrida nas últimas décadas.
O estado de Minas Gerais disputa com o Rio de Janeiro o segundo lugar em importância econômica no país, após São Paulo. Participa com 10% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) e se destaca no cenário nacional em diversos setores industriais: 30% da produção nacional de automóveis; 38% da produção de aço; 53% da produção nacional de ferro gusa; e 25% da produção de cimento. A agropecuária de Minas Gerais, que mantém a liderança nacional, ocupa quase 70% do território, principalmente no Triângulo Mineiro, Sul e Sudeste do Estado. Sua participação é relevante em diversos segmentos: possui o maior rebanho bovino do país, com 22 milhões de cabeças (13% do total); é o maior produtor de leite (32% da produção nacional); responde por metade da produção nacional de café; e se destaca ainda entre os principais estados produtores de abacaxi (34%), batata (27%), alho (21%) feijão (12%) e milho (10%), entre vários outros produtos agrícolas. (Fonte: Itamaraty - Ministério das Relações Exteriores)
No setor de mineração, destaca-se como grande reserva mineral do país: o valor de sua produção corresponde a 1/3 do total brasileiro.
As exportações do estado representam cerca de 13% do total nacional, ressaltando-se que entre os principais produtos exportados por Minas Gerais estão automóveis, autopeças, minério de ferro, produtos de aço e café.
As regiões central, do sul de Minas, do Triângulo Mineiro, do Rio Doce e a Zona da Mata são as de maior relevância econômica do estado, sendo responsáveis por 76% do PIB. Os municípios que mais contribuíram para a geração do PIB estadual, em 1995, foram Belo Horizonte (24,3%), Contagem (4,2%) e Betim (3,6%).


Fonte: http://professorpereira.blogspot.com/2009_09_01_archive.html

Geografia de Minas Gerais

 

Bandeira
Brasão
Mapa
Hino
Sem hino oficial [+]
Capital
Belo Horizonte
Área Total
588.528,29 km²
Sigla
MG
Região
Sudeste
População
20.595.499 hab (2006)

É o segundo estado mais populoso do Brasil. Somente a capital, Belo Horizonte, possui em torno de cinco milhões de habitantes em sua região metropolitana. Situa-se na região sudeste e tem como limites São Paulo a sul e sudoeste, Mato Grosso do Sul a oeste, Goiás a noroeste (além de uma pequena divisa com o Distrito Federal), Espírito Santo a leste , Rio de Janeiro a sudeste e Bahia a norte e nordeste.

Minas Gerais é o terceiro estado mais rico do país, ficando atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Na economia, pode ser citada a agricultura, com a produção de café, cana-de-açúcar, soja, milho, abacaxi, feijão e banana; e a pecuária, com a bovinocultura de corte, suinocultura, avicultura e a produção de leite. Os setores industrial e de serviços equilibram-se na economia do estado (45,4% e 46,3% do PIB).

O estado possui o terceiro maior parque industrial do país e tem como destaques a indústria de mineração, metalúrgica, automobilística, alimentícia, têxtil, construção civil, produtos químicos e minerais não-metálicos.


Formação Histórica de Minas Gerais

O desbravamento na região que hoje compreende o estado de Minas Gerais se iniciou no século XVI, por meio do trabalho dos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas. Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas Gerais. 

No início do século XVIII, a região tornou-se um importante centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção de ouro começou a cair por volta de 1750, levando a Metrópole - Portugal - a criar formas cada vez mais rígidas de arrecadação de impostos, o que resultou no mais conhecido movimento político e histórico de Minas Gerais - A Inconfidência Mineira.

A absoluta influência da mineração na economia do estado inibiu, de certa forma, o desenvolvimento de outras atividades econômicas de exportação. Por muitos anos, apesar dos avanços advindos da produção de açúcar, fumo e algodão, Minas Gerais continuou baseando sua economia nas grandes fazendas. O lento avanço da economia de Minas, como o de toda colônia, foi acelerado com o advento da produção e exportação de café.

A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX e logo se transformou na principal atividade da província e no agente indutor do povoamento e desenvolvimento da infra-estrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República. 

As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais. 

O predomínio da cafeicultura se alterou, gradualmente, a partir da década de 1930, com a afirmação da natural tendência do Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 1950, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. 

Na década de 1970, a economia mineira passou por mudanças estruturais graças a um grande volume de investimento. Nesse período, o Estado reverteu a perda de posição relativa no contexto nacional. Iniciou-se então um processo de adensamento e diversificação da sua estrutura industrial, de consolidação de novos setores industriais e de ampliação da inserção nacional e internacional da economia mineira. 

Inconfidência Mineira


O movimento que inspirou a bandeira de Minas Gerais, símbolo maior do estado, surgiu com a intenção de romper as relações entre a colônia e a metrópole. O movimento reuniu proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares, numa conspiração que pretendia eliminar a dominação portuguesa e criar um país livre no Brasil, em 1789.

O ideal Iluminista que difundia-se na Europa ao longo do século XVIII e a Independência das 13 colônias inglesas na América do Norte que, apoiadas nas idéias iluministas não só romperam com a metrópole, mas criaram uma nação soberana, republicana e federativa, influenciaram diretamente os colonos mineiros, que passaram a ansear por liberdade.

A Inconfidência Mineira na verdade não passou de uma conspiração, onde os principais protagonistas eram elementos da elite colonial - homens ligados à exploração aurífera, à produção agrícola ou a criação de animais - sendo que vários deles estudaram na Europa e se opunham às determinações do pacto colonial, enrijecidas no século XVIII. Além destes, encontramos ainda alguns indivíduos de uma camada intermediária, como o próprio Tiradentes, filho de um pequeno proprietário que, após dedicar-se a várias atividades, seguiu a carreira militar, sendo portanto, um dos poucos indivíduos sem posses que participaram do movimento.

Um os mineradores contatados foi o coronel Joaquim Silvério dos Reis que, a princípio aderiu ao movimento, pois como a maioria da elite, era um devedor de impostos. No entanto, com medo de ser envolvido diretamente, resolveu deletar a conspiração. Em 15 de março de 1789 encontrou-se com o governador, Visconde de Barbacena e formalizou por escrito a denúncia de conspiração. Com o apoio das autoridades portuguesas instaladas no Rio de Janeiro, iniciou-se uma sequência de prisões, sendo Tiradentes um dos primeiros a ser feito prisioneiro na capital, onde se encontrava em busca de apoio ao movimento e alguns dias depois iniciava-se a prisão dos envolvidos na região das Gerais e uma grande devassa para apurar os delitos. 

A devassa promoveu a acusação de 34 pessoas, que tiveram suas sentenças definidas em 19 de abril de 1792, com onze dos acusados condenados a morte: Tiradentes, Francisco de Paula Freire de Andrade, José Álvares Maciel, Luís Vaz de Toledo Piza, Alvarenga Peixoto, Salvador do Amaral Gurgel, Domingos Barbosa, Francisco Oliveira Lopes, José Resende da Costa (pai), José Resende da Costa (filho) e Domingos de Abreu Vieira. 

Desses, apenas Tiradentes foi executado, os demais tiveram a pena comutada para degredo perpétuo por D. Maria I. O Alferes foi executado em 21 de abril de 1792 no Rio de Janeiro, esquartejado, sendo as partes de seu corpo foram expostas em Minas como advertência a novas tentativas de rebelião.

Fonte: mg.gov.br

Minas Gerais

O estado de Minas Gerais começou a ser explorado pela primeira vez no século XVI, quando os bandeirantesentraram na região à procura de ouro e pedras preciosas.

Quando soube que a região era rica em minérios e recursos naturais, a Coroa Portuguesa fundou a primeira vila de Minas Gerais em 1711, na cidade de Mariana. Com o atrativo, a região teve um rápido crescimento populacional e logo se tornou um importante centro econômico do país.
Mesmo com a extração, Portugal criou formas rígidas de cobrar mais impostos dos minérios, além de dificultar o desenvolvimento de outras atividades que pudessem garantir mais renda à província, como a exportação de alimentos, fumo, algodão e açúcar.
O descaso dos portugueses acabou suscitando em um dos principais movimentos anticoloniais do século XVIII: aInconfidência Mineira. Inspirados pela Revolução Francesa de 1789, diversos intelectuais, religiosos e proprietários rurais se reuniram com a intenção de livrar o estado do domínio português. O alastramento dos ideais republicanos deixou a monarquia lusitana em alerta, principalmente com a suspeita de conspirações que ameaçassem a estabilidade do governo.
Neste movimento de insurreição, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi traído e assassinado em frente à multidão por enforcamento no dia 21 de abril de 1792.
Com os embargos em torno do minério, o estado de Minas Gerais só conseguiu estabilizar sua economia com a comercialização do café, que deu gás para o investimento maciço em transportes e a exportação do produto em outras regiões.
O café foi o primeiro passo para a industrialização do estado. Desta forma, as empresas que injetavam capital privado na região deram impulso para a criação de pequenas e microempresas nos setores alimentícios, têxteis e siderúrgicos. No início do século XX, o café era o principal produto do país, fazendo com que o estado se tornasse uma das maiores potências (além de São Paulo).
Entretanto, na década de 1970, com o Regime Militar, capitais industrializadas como São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo Belo Horizonte ganharam um grande volume de investimento, o que acabou desestruturando as cidades interioranas, que se tornaram dependentes de polos industriais.
Ainda hoje, Minas Gerais é um dos estados mais ricos do Brasil. Sua extensão territorial comporta as nações da França e Bélgica e sua população é estimada em 20,1 milhões de habitantes.

Fontes:http://citybrazil.uol.com.br/mg/historia-do-estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais

História de Minas Gerais

Antes de se chamar Minas Gerais, o estado teve outros nomes como Campos de Cataguás na época das entradas e bandeiras, Capitania de Minas Gerais, Província de Minas Gerais e outros .


Confira alguns fatos marcantes de nossa história:

1708/1709 - Guerra dos Emboabas
Os paulistas, que nesse época exploravam a região mineradora em nosso Estado, estavam se sentindo prejudicados com a chegada de portugueses, baianos e outros povos. Isso porque os lucros da terra e do ouro e o domínio social passaram a ter que ser divididos. Os paulistas chamavam os forasteiros de emboaba (por causa das botas compridas que usavam) . E devido à enorme desavença entre eles, em 1708 ocorreu a guerra civil na região do Rio das Velhas (arraial de Caeté). Os emboabas eram comandados pelo português Manuel Nunes Viana e os paulistas por Manuel Borba Gato. Os paulistas foram traídos e, em 1709 as minas estavam no poder dos emboabas.

1720 - Levante de Vila Rica
Vila Rica era a capital da Capitania de Minas Gerais e lá reinava um intenso comércio de ouro. E como o ouro em pó era farto na região, tudo girava em torno desse metal precioso. O rei português cobrava do povo inúmeros impostos e nada fazia pela terra. Havia o chamado quinto do ouro, uma taxa de lucro sobre o trabalho de mineracão que todo minerador tinha de pagar. Havia também o imposto sobre o número de escravos que o senhor possuía, dentre outros. Revoltada, a populacão começou a contrabandear ouro em pó e em pepitas. Com isso, o governo mandou instalar as Casas de Fundição, onde o ouro era transformado em barras, evitando assim o contrabando.
Mineradores e proprietários pediram ao governo que não pusesse em prática essa idéia. O governador cedeu até saber de uma conspiracão contra ele. Os revoltosos Filipe dos Santos e Pascoal da Silva foram presos, sendo que Filipe foi condenado à morte. Essa foi a primeira lição dada pelo governo português para conseguir a obediência de todo povo brasileiro.
Depois do Levante de Vila Rica, o território mineiro se desligou de São Paulo, em 1720, para formar a Capitania de Minas Gerais.

1789 - A Inconfidência Mineira
A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma manifestação do Brasil colônia que tinha a intenção de romper com Portugal para se tornar uma terra livre.Existia muita opressão em Minas Gerais e com isso, inúmeras eram as revoltas populares contra o governo.
Os filhos dos ricos proprietários da capitania iam estudar na Europa e voltavam com idéias de liberdade, sugerindo à população que se organizasse em uma nação independente. Em 1789, um grupo de intelectuais, mineradores, clérigos e militares se organizaram em uma conspiração antiportuguesa. O movimento ocorreu principalmente por dois motivos: primeiro por causa da derrama, que era a cobrança dos impostos atrasados que recaía sobre ricos e pobres. Segundo pelo desejo de tornar a colônia uma nação livre e independente.
Os inconfidentes eram pessoas ligadas às atividades de extração mineral ou à produção agrícola. Eram instruídos e muitos deles haviam estudado na Europa. Tiradentes, o líder da conspiração, foi o único inconfidente que não tinha posses. Ele fazia parte da classe média.
Achegada de Luís Antônio Furtado de Mendonça, o visconde de Barbacena, incumbido de lançar a derrama, foi a gota d' água para transbordar a indignação dos mineiros .
Os inconfidentes foram apoiados por muitos fazendeiros. Entre eles estava o coronel Silvério dos Reis, que em 1789 contou a trama ao visconde de Barbacena com medo das conseqüências do movimento inconfidente. Assim, suas dívidas com a Coroa foram perdoadas e todos os conspiradores foram presos. Tiradentes assumiu toda a culpa para livrar seus companheiros e acabou sendo publicamente enforcado e esquartejado .
De 1720 a 1808 Minas foi Capitania. A partir desta data tornou-se Província de Minas Gerais, até o Brasil se transformar em uma República, em 15 de novembro de 1889. Depois disso, cada Província passou a se chamar Estado e a Província de Minas Gerais passou a se chamar Estado de Minas Gerais.
Fonte: http://www.achetudoeregiao.com.br/mg/minas_gerais_historia.htm

Sobre Minas Gerais




Minas Gerais é o quarto maior estado do Brasil, com 586.624 Km2, superior em área à França e à Bélgica juntas. Mais da metade de seu território tem altitudes superiores a 600m. A montanha está intimamente ligada à alma de seus habitantes, os mineiros, um povo altivo, contemplativo, introspectivo e nem por isso menos acolhedor.

As serras serpenteiam por todas as direções e suas reservas minerais são incalculáveis, com destaque para o ferro, ouro, alumínio, manganês, zinco, quartzo, feldspato, nióbio, níquel... A agropecuária também tem presença decisiva na economia mineira, principalmente com a produção de leite e seus derivados. Agora uma nova porta se abre, o turismo, que encontra farto material natural e cultural nas várias regiões das Minas Gerais.
O estado também é famoso por sua culinária simples, curiosa e deliciosa. Tanto é assim que conquistou o Brasil. Só para citar alguns exemplos: lombinho de porco assado, o tutu de feijão com torresmo e linguiça, o feijão tropeiro com couve refogada, a galinha ao molho pardo... Não podemos esquecer os quitutes: queijo de minas, broa de milho, doce de leite... Rica, tradicional, histórica: assim é a cozinha mineira, cujas receitas são encontradas em caderninhos às vezes seculares.
Tempos Remotos
Em 1835 o dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-80), escolheu Minas como seu lugar para viver. Quis o destino que este médico, botânico e zoólogo se estabelecesse às margens de uma lagoa de águas milagrosas, que eram inclusive exportadas para a metrópole portuguesa. Na Freguesia de Nossa Senhora da Saúde da Lagoa Santa Lund fez preciosas descobertas acerca dos primeiros habitantes da região. Os primeiros mineiros, poderíamos dizer.
As muitas grutas da região, como as hoje famosas Lapinha e Maquiné, eram pouco exploradas e não despertavam interesse dos escassos estudiosos. Ainda sabemos pouco sobre os homens primitivos, suas crenças e seus modos de vida. Entretanto Lund deu sua contribuição valiosa para que a história começasse a ser contada. Suas incursões pelas grutas e cavernas trouxeram das sombras indícios irrefutáveis de que a presença humana é muito longínqua. No sítio arqueológico de Lagoa Santa estão as segundas datações arqueológicas mais antigas do Brasil. Lund é considerado o pai da arqueologia brasileira por seu pioneirismo nos estudos da mastofauna pleistocência de Minas Gerais, pelo descobrimento e estudo do "Homem da Lagoa Santa" e por ter identificado cerca de 150 espécies de mamíferos fósseis.