domingo, 6 de março de 2011

Quais as principais diferenças entre vírus e bactéria?

Texto de Beatriz Vichessi

Bactéria


ESTRUTURA  Microrganismo unicelular com membrana e citoplasma, sem núcleo definido. Seu material genético, o ácido desoxirribonucleico (DNA), fica disperso.

MODO DE VIDA  Algumas são parasitas e causam doenças como a pneumonia e a cólera (veja a foto acima). Outras mantêm uma relação harmoniosa com os seres vivos, como as que vivem no intestino humano, auxiliando a digestão. Há ainda as que se alimentam de matéria orgânica morta.

TAMANHO  O diâmetro da maioria varia entre 0,2 e 2 micras (unidade que representa 1 milésimo de milímetro) e o comprimento entre 2 e 8 micras. Elas são visíveis a olho nu (se reunidas em colônias) ou com auxílio de microscópios ópticos.

SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS?  Sim.

Vírus


ESTRUTURA  Microrganismo acelular. Os mais simples apresentam uma cobertura proteica que envolve seu material genético - o ácido desoxirribonucleico (DNA) ou o ribonucleico (RNA).

MODO DE VIDA  Todos são parasitas intracelulares. Alguns causam doenças em seres vivos, como a aids (veja a imagem acima, que representa o modelo do vírus HIV criado em computador), a gripe, o sarampo e a rubéola.

TAMANHO  Geralmente, eles são menores que as bactérias. O comprimento varia entre 20 e 1.000 namômetros (unidade que representa 1 milionésimo de milímetro). São visíveis somente com auxílio de microscópios eletrônicos.

SENSÍVEL A ANTIBIÓTICOS?  Não.

Como funciona a quimioterapia?


Tratamento contra o câncer usa medicamentos que agem sobre células de divisão rápida - Paula Sato

Maioria dos quimioterápicos é aplicado por via venosa.
Fazer uma quimioterapia significa usar remédios chamados quimioterápicos no tratamento de doenças, principalmente o câncer. Dezenas de medicamentos fazem parte dessa categoria e um mesmo paciente recebe uma combinação de vários deles para atingir o efeito desejado. Dependendo do tipo de tumor, a terapia sozinha já consegue acabar com a doença.
O que chamamos de câncer é um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, que invadem o corpo e, quando se acumulam, formam tumores. Essas células cancerígenas se dividem em grande velocidade. E os quimioterápicos são drogas especializadas em destruir exatamente as células que se desenvolvem rapidamente. Assim, elas conseguem matar parte das células cancerígenas e impedir que o tumor continue crescendo. O problema é que, com o tratamento, também vêm os efeitos colaterais. "Além das células do câncer, o quimioterápico também age sobre outras células de divisão rápida, que estão sempre se renovando. É o caso do cabelo, da pele, da unha, das mucosas e da medula", explica Lied Pereira, responsável pelo setor de oncologia do Hospital das Clínicas da UNESP de Botucatu (SP).
Dessa forma, o medicamento também causa a perda de cabelo, a mudança da cor das unhas e da pele e feridas nas mucosas. Mas o efeito colateral mais grave acontece quando a droga age sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de novas células sanguíneas, as plaquetas, os glóbulos vermelhos e brancos também acabam sendo afetados. "Por isso, o paciente pode ter anemias intensas, sangramentos e um déficit na imunidade. Essa imunossupressão pode fazer com que qualquer infecção se torne grave e até leve à morte", conta a médica. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, mas normalmente eles não são muito intensos e vale a pena continuar com a quimioterapia. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, "mas com um bom acompanhamento médico eles podem ser superados sem maiores problemas. Os efeitos colaterais dependem de cada paciente e podem se tornar amenos com o tempo".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Astronomia



A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje, telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raiosgama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.
Há um século, mal tínhamos idéia da existência de nossa própria Galáxia e hoje sabemos que existem centenas de bilhões delas no limite de visibilidade do Universo e revelamos sua desabalada carreira para todas as direções. Conseguimos medir com boa precisão a idade e a composição química do Universo. Descobrimos um verdadeiro “zoológico” de astros, variando entre densidades mais altas que a do núcleo atômico até mais baixas que o vácuo de laboratório e ambientes com temperaturas de bilhões de graus a poucos graus acima do zero absoluto.
O céu é um imenso e diversificado laboratório de Física. Mostramos que a vida na Terra está intimamente ligada às estrelas, através dos elementos químicos que elas produziram e da energia que fornecem.
Há poucas décadas, a Astronomia revelou que todas as formas de matéria e energia tratadas pela Física constituem apenas uma minúscula fração do Universo, dominado pela matéria e energia “escuras”. Não tínhamos meios de demonstrar que as outras estrelas constituem sistemas planetários como o nosso, e em poucos anos já catalogamos mais de 200 planetas extra-solares. Neste início de um novo milênio, nos colocamos um novo desafio, o de detectar vida em outros planetas e de verificar se ela é um produto de leis naturais da evolução da matéria, como prediz o evolucionismo, ou requer uma intervenção externa, como grande parte da humanidade ainda acredita. Qualquer que seja a resposta, o impacto no pensamento humano será enorme e isso pode ocorrer em poucas décadas.
O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia. O Ano Internacional se propõe a satisfazer a demanda por informação e por envolvimento. Não só em 2009, mas engajando a longo prazo educadores, artistas, cientistas e astrônomos amadores numa rede de divulgação científica.

Texto divulgação da UNESCO

SID O Cientista - Meus Sentidos



Este vídeo pode ser usado pra despertar o interesse na primeira aula sobre sentidos. Apesar de ser uma propaganda do dvd - Sid o cientista, nele o personagem principal depois de questionar com a mãe sobre o paladar vai buscar na escola respostas sobre os outros sentidos. 


Para baixar no you tube: http://www.youtube.com/watch?v=_yyI1-FNubU

Gugu Para Crianças - Os Sentidos

Transporte pela membrana da célula

O prêmio Nobel de Química de 2003, no valor de 1,3 milhão de dólares, foi concedido aos médicos americanos Peter Agre e Roderick MacKinnon, que descobriram o funcionamento de certos poros ou canais na membrana das células.
Peter Agre demonstrou que na membrana das células há proteínas, as aquaporinas, responsáveis pelo transporte de água (uma parte da água passa também pela camada de lipídios da membrana plasmática). MacKinnon estudou a estrutura de um canal para o íon potássio.

A importância de se estudar a membrana
A membrana plasmática é uma película muita fina (visível apenas ao microscópio eletrônico), que controla a entrada e a saída de substâncias na célula. Ela é formada por proteínas mergulhadas em uma camada dupla de lipídios. Algumas dessas proteínas atuam no transporte de substâncias para dentro ou para fora da célula. Na face externa da membrana há também alguns glicídios. Os glicídios e algumas proteínas podem encaixar e se ligar a hormônios. Essa ligação desencadeia uma série de processos no interior da célula. Ela também permite que uma célula identifique outra do mesmo tecido, promovendo a adesão entre elas.
Embora haja uma constante troca de substâncias entre a célula e o meio externo, apenas as substâncias necessárias devem permanecer ou entrar na célula, enquanto as indesejáveis devem sair ou ficar fora dela. Esse controle do que entra e do que sai da célula é feito pela membrana plasmática.
As proteínas da membrana têm um papel importante nesse controle. Elas funcionam como poros seletivos que permitem a passagem de água, íons (como o de sódio, cloro e potássio), glicose, aminoácidos e outras substâncias.
A descoberta das aquaporinas permite compreender melhor a reabsorção de água dos rins. Na doença conhecida como diabete insípida (diferente da diabete melito, causada por uma insuficiência de insulina), há uma eliminação muito grande de água pelos rins. Isso pode acontecer por problemas na produção do hormônio antidiurético (produzido no hipotálamo e armazenado e secretado pela hipófise), que controla a eliminação de água pelos rins. Mas pode ser causado também por um problema nos canais de água nas membranas das células. Esses problemas podem surgir devido a mutações nos genes que controlam a produção das proteínas desses canais.
Os canais de potássio, juntamente com os canais de sódio, são fundamentais para a condução do impulso nervoso nas células do tecido nervoso, os neurônios. O impulso acontece quando um neurônio é estimulado: os canais de sódio se abrem e este íon entra na célula. Milésimos de segundos depois, os canais de potássio se abrem e este íon sai da célula. Essa entrada e saída de íons provoca uma mudança na carga elétrica da membrana que se propaga ao longo do neurônio, constituindo o impulso nervoso.
Problemas nos canais de sódio e potássio, que também podem surgir a partir de mutações dos genes normais, provocam doenças no sistema nervoso, no coração e nos músculos.
Na síndrome de Liddle, uma doença genética rara, há falha no transportador de sódio nos rins, provocando um aumento na pressão arterial.
Outra doença genética causada por problemas na membrana é a fibrose cística, que afeta 1 em cada 6 mil crianças. Neste caso, há um mau funcionamento da proteína da membrana que leva o íon cloro para fora da célula. Com isso a célula passa a reter cloro, sódio e água em seu interior, ressecando as vias respiratórias. A pessoa passa a respirar com dificuldade e fica suscetível a contrair doenças respiratórias. O pâncreas também é afetado, prejudicando a digestão e provocando diarréia e desnutrição. O problema pode ser diagnosticado com testes genéticos, já que o defeito na proteína é provocado por um gene. O tratamento, que envolve fisioterapia (para preservar a capacidade respiratória), dieta e antibióticos prescritos pelo médico, para combater as infecções, deve ser iniciado o mais cedo possível.
Em alguns casos, a reabsorção nos rins do aminoácido cistina é anormal, provocando a formação de cálculos renais de cistina.
A fluidez da camada de lipídios também interfere em algumas atividades da célula. Um aumento na quantidade de colesterol, por exemplo, torna a membrana menos fluida, o que pode prejudicar o transporte de substâncias e a capacidade que a hemácia tem de passar por capilares, já que diminui a flexibilidade dessa célula. Essa diminuição ocorre, por exemplo, em problemas do fígado, como a cirrose hepática.

A importância da pesquisa básica
Estudos como esses constituem o que se chama de pesquisa básica. Na pesquisa básica, o cientista não está necessariamente pensando em descobrir a causa de alguma doença ou  alguma aplicação prática de seu estudo. O que ele busca é conhecer como o mundo funciona. No entanto, a pesquisa básica pode nos ajudar a compreender o mecanismo responsável por muitas doenças, abrindo, com isso, o caminho para a descoberta de medicamentos.
                
Fernando Gewandsznajder
(Licenciado em Biologia, doutor em Educação, professor de Biologia no Colégio Pedro II-RJ e autor de livros de Ciências e Biologia pela Ática)
Fontes:
Alberts, B. et al. Fundamentos da biologia celular: uma introdução à biologia molecular da célula. Porto Alegre, Artmed, 1999.
Cooper, G. M. A célula: uma abordagem molecular. 2ª ed. São Paulo, Artmed, 2001.
Devlin, T. M. Manual de bioquímica com correlações clínicas. São Paulo, Edgard Blücher, 2003.
Junqueira, L. C. & Carneiro, J. Biologia celular e molecular. 7ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000.
Karp, G. Cell and molecular biology: concepts and experiments. 2ª ed. New York, John Wiley, 1999.
Linhares, S. e Gewandsznajder, F. Biologia hoje. 14ª ed. São Paulo, Ática, 2003.

Na internet:
Sobre fibrose cística:
http://www.fepe.org.br/fibrose.htm
http://www.saudebrasilnet.com.br/revista/edicao7/fibrose_cistica.asp
http://www.cff.org/
http://www.cysticfibrosis.com/
http://www.cftrust.org.uk/