segunda-feira, 4 de abril de 2011

O coelhinho Juca

Num sítio, muito longe daqui, morava dona Coelha e seus três filhinhos: Beto, Lia e Juca.
Um  dia, dona Coelha, precisando sair para fazer compras, chamou os três coelhinhos e disse-lhes:
_ Meus queridos filhinhos, vou sair para fazer compras. Se vocês quiserem, podem dar uma voltinha, mas, por favor, não entrem na horta de dona Ana. Ela gosta muito de comer coelho assado.
_ Pode ir tranquila, mamãe. Não quero virar coelho assado - disse Beto, com os olhos arregalados.
_Nem eu! - disse tia Lia, tremendo de medo.
_ É uma pena, mamãe. As cenouras de dona Ana parecem muito gostosas - disse Juca, tristonho.
_Juca, Juca, tenha juízo. Não saia de perto dos seus irmãos!
_Está bem, mamãe. Eu também não quero virar coelho assado.
_Então, comportem-se direitinho, pois quando eu voltar vou fazer um delicioso bolo de cenoura para vocês.

  
_ Oba!!! - gritaram juntos os três coelhinhos.
Assim que a mamãe Coelha saiu, Beto e Lia foram brincar no jardim. Juca, porém, que era muito desobediente, passou por debaixo da cerca e foi direto para a horta de dona Ana. Quando lá chegou, foi logo comendo as alfaces e cenouras.
_Que cenouras bonitas! Vou comê-las todas! Nhoc! Nhoc! Nhoc!
Depois que já estava com a barriguinha bem cheia, Juca sentou-se para descansar perto do canteiro de repolhos.
Exatamente ali perto, estava dona Ana, colhendo cebolinhas. Assim que ela avistou o coelhinho, pegou um balde enorme e saiu correndo atrás dele, gritando:
_Volte aqui, coelhinho guloso. Já está na hora de você virar um bom assado!

  
 Juca levou um susto, deu um pulo e começou a correr por todos os lados, sem conseguir encontrar a saída da horta.
Ele perdeu um dos sapatos no meio dos repolhos e outro dentro perto dos tomates. Desesperado, cada vez mais ele corria, e dona Ana atrás dele, gritando:
_ Volte aqui, coelho levado!
De repente, Juca ficou preso numa cerca de arame. Desesperado, começou a chorar bem alto.
_Buá! Buá! Buá!
Dona Ana ouviu o choro e jogou o balde na direção do coelhinho, e por pouco não conseguiu pegá-lo. Juca deu um pulo e conseguiu escapar da cerca, mas acabou ficando sem o seu lindo casaquinho.

  
Juca correu, correu, mas, como só ficava olhando para trás para ver onde estava dona Ana, não viu um laguinho que ficava perto do galinheiro e ...tchibum! caiu lá dentro.
Ainda bem que o laguinho era rasinho. Juca saiu de lá e conseguiu se esconder atrás de uma árvore. Mas, como estava todo molhado pela água fria do laguinho, começou a espirrar.
_Atchim...Atchim....Atchim.
Dona Ana ouviu os espirros e foi diretamente para  o lugar onde estava o coelhinho. Mas Juca foi esperto e conseguiu escapar mais uma vez.
Dona Ana ficou cansada de tanto correr atrás do coelhinho e acabou desistindo. Foi embora, dizendo:
_ Ah, coelhinho esperto! Desta vez você escapou, mas da próxima eu pego você, com certeza, e faço um bom assado.
Então, Juca viu que estava salvo e resolveu sentar-se e descansar um pouco debaixo de uma árvore. Mas, como não sabia voltar para casa, tremia da cabeça aos pés.
Ele estava tão cansado que acabou dormindo.
 Dona Coelha, aflita, já havia saído para procurar o seu filhinho fujão e teimoso, quando o encontrou ali dormindo, todo sujo sem os sapatos e sem o casaco. Ela ficou muito zangada, mas, ao mesmo tempo, aliviada, pois Juca estava vivo. Pegou-o em seu colo e foi para casa.
Quando foi colocá-lo na cama, viu que ele estava com febre. Fez um chá bem forte e lhe deu para beber.
No outro dia, ele ficou de castigo sem poder sair, enquanto seus irmãozinhos ficaram brincando de jogar bola.
Juca estava tão arrependido que prometeu à sua mãe nunca mais ir à horta de dona Ana:
_Desculpe, mamãe, eu nunca mais vou desobedecer-lhe.
E esta historinha chegou ao fim. Espero que todos tenham acreditado em mim.

  

História da professora Gessiene.

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